Perfis — DISC, PSD e teste cognitivo
Três lentes complementares para avaliar candidatos: perfil comportamental, perfil de fome e capacidade de raciocinar sobre consequências de segunda ordem.
Atualizado em 06 de ago. de 2026
DISC
Dominância, Influência, Estabilidade, Conformidade. Perfil comportamental amplamente usado para encaixe de função.
Aplicação prática mais comum: comercial e closer tendem a performar melhor com perfil I ou D — precisam de energia para conduzir a conversa e tolerância a rejeição.
PSD — Poor, Smart, Deep desire to get rich
Uma heurística de contratação: procure pessoas humildes de origem, inteligentes e com fome real de ascensão.
A lógica: aprendem rápido, têm disposição para a rotina dura, e são leais a quem lhes deu a primeira grande oportunidade. Contrata-se e treina-se, em vez de comprar repertório pronto e caro.
Teste cognitivo
Perguntas polêmicas ou ambíguas durante a entrevista, para avaliar se a pessoa raciocina sobre consequências de segunda e terceira ordem — ou se para no efeito imediato.
É fundamental para funções de copy, tráfego e liderança, onde quase toda decisão tem efeito colateral não óbvio.
Exemplo de estrutura: apresente uma decisão que parece obviamente boa e pergunte "o que pode dar errado com isso em três meses?".
Um padrão contra-intuitivo
Contratar engenheiros para copy e tráfego — pela lógica estruturada e conforto com dado. Repertório criativo se ensina; disciplina analítica é mais difícil de instalar.
Variação
Imersão prática de uma semana antes da efetivação. Custa pouco e revela mais que qualquer teste — inclusive como a pessoa se comporta sob pressão real e como interage com o time.